Parto normal não é o normal

Queria muito que não fosse assim. Adoraria que o padrão fosse de mulheres respeitadas, atendidas e suportadas em seus desejos, apoiadas em seus próprios tempos. Que todos os bebês chegassem saudáveis por meio do melhor parto possível, dentro da realidade de cada mulher, de cada família.

Mas no cenário obstétrico com o qual lidamos, por ora, isso está bem longe de ser realidade para todas.

É muito possível que você seja infantilizada, colocada à prova, questionada, que sua barriga seja alisada por estranhos, que você não tenha mais nome e que a você se refiram como “mãezinha” ou “gravidinha”. Ao procurar por atendimento no plano de saúde (muitas vezes no próprio SUS e até no cenário particular), será tratada como apenas mais uma, um compromisso a ser cumprido o mais rápido possível, bem industrial. Tudo que não souber será usado para te amedrontar e te afastar de si mesma. Suas dúvidas e medos serão vistos como frescura ou “coisa de grávida”. Passará a acreditar que, mesmo sendo uma mulher saudável e tendo vivido uma gravidez tranquila, precisa de uma cesárea para salvar qualquer situação que te acometerá de maneira “surpreendente”.

E, ao ler textos como esse, poderá pensar que não são para você ou que você foi a exceção.

Sinto muito, mas não. Você é a regra.
Terrorista? Não, realista.

Para vencer tudo isso, te desejo a única coisa que sou capaz de desejar a todas e contribuir um pouco: informação. Mergulhe nela, sem medo… e sem mais delongas.

Dispa-se do que já pensou, do que já te falaram. Leia, assista vídeos, converse. Cerque-se de pessoas que querem o mesmo que você e busque seu próprio fortalecimento. É hora de fazer enxoval sim, mas também é hora de construir seu parto.

Eu queria que fosse mais simples, mas não é.
Tenha coragem, então!
E conte comigo, por aqui 😉

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